{"id":12259,"date":"2023-10-03T22:35:40","date_gmt":"2023-10-04T01:35:40","guid":{"rendered":"http:\/\/atitudenoticias.com.br\/?p=12259"},"modified":"2023-10-03T22:35:41","modified_gmt":"2023-10-04T01:35:41","slug":"entenda-o-que-muda-no-cartao-de-credito-com-a-aprovacao-do-desenrola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/?p=12259","title":{"rendered":"Entenda o que muda no cart\u00e3o de cr\u00e9dito com a aprova\u00e7\u00e3o do Desenrola"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Com a valida\u00e7\u00e3o, as taxas ter\u00e3o um teto de 100% do valor da d\u00edvida<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A poucas horas do fim do prazo, o Senado aprovou, em vota\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, o projeto de lei do&nbsp;Desenrola, de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas.&nbsp;Por\u00e9m, o projeto, que agora vai \u00e0 san\u00e7\u00e3o presidencial, tamb\u00e9m limita os juros do rotativo.<br><br>Caso n\u00e3o aprovasse o texto na \u00faltima segunda, 2, o Desenrola perderia a validade. Isso porque a medida provis\u00f3ria (MP) que criou o programa foi editada no in\u00edcio de junho. Durante a tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados, a MP foi incorporada ao projeto que cria um teto para os juros de modalidades do cart\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de um acordo entre o governo e o relator do projeto, senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL), o texto foi aprovado sem altera\u00e7\u00f5es. Caso recebesse emendas, o projeto teria de ser analisado novamente pelos deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a valida\u00e7\u00e3o, as taxas ter\u00e3o um teto de 100% do valor da d\u00edvida caso as institui\u00e7\u00f5es financeiras n\u00e3o apresentem uma proposta de autorregula\u00e7\u00e3o em 90 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras medidas para facilitar o acesso ao cr\u00e9dito est\u00e3o no texto. Entre elas, a dispensa da apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00f5es de quita\u00e7\u00e3o de tributos federais, se o interessado n\u00e3o estiver inscrito em cadastro de inadimplente, e tira a obrigatoriedade\u00a0de provar quita\u00e7\u00e3o eleitoral em opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Maioria dos varejistas do Brasil&nbsp;adota o parcelamento sem juros no cart\u00e3o de cr\u00e9ditoNove em cada dez varejistas no Pa\u00eds adotam o parcelamento sem juros no cart\u00e3o de cr\u00e9dito para efetivar ao menos parte de suas vendas, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 2, pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC).<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostrou que 89,6% das empresas do varejo brasileiro dependeram do parcelamento sem juros no cart\u00e3o de cr\u00e9dito para a efetiva\u00e7\u00e3o de vendas. Esses estabelecimentos somam um faturamento m\u00e9dio anual equivalente a cerca de R$ 2,841 trilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento foi conduzido com uma amostra de seis mil empresas de pequeno, m\u00e9dio e grande porte, de todos os segmentos do varejo, nas 26 capitais e no Distrito Federal, informou a CNC. A amostra corresponde a um universo de mais de dois milh\u00f5es de varejistas, com margem de erro de 3%.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A CNC defende o parcelado sem juros, porque com\u00e9rcio e servi\u00e7os t\u00eam grande depend\u00eancia dessa forma de pagamento nas vendas&#8221;, apontou a entidade, em nota.<\/p>\n\n\n\n<p>Do total de estabelecimentos do com\u00e9rcio varejista, 47%, ou 1,064 milh\u00e3o de empresas, que representam R$ 1,493 trilh\u00e3o em faturamento anual, t\u00eam metade dessa arrecada\u00e7\u00e3o dependente das vendas parceladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para uma fatia de 29,3% dos varejistas, equivalente a cerca de 663 mil empresas com faturamento estimado em R$ 929 bilh\u00f5es por ano, as vendas no parcelado sem juros representam entre 50% e 80% do total arrecadado.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros 13,2%, aproximadamente 297 mil empresas, com faturamento de cerca de R$ 418 bilh\u00f5es anuais, t\u00eam a fatia de vendas parceladas superior a 80%. Os demais 10,4% dos estabelecimentos n\u00e3o souberam responder.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A pesquisa mostra a relev\u00e2ncia do parcelamento nas vendas do com\u00e9rcio e a consolida\u00e7\u00e3o do cart\u00e3o de cr\u00e9dito como um condicionante do consumo nos \u00faltimos anos&#8221;, declarou o presidente da CNC, Jos\u00e9 Roberto Tadros, em nota \u00e0 imprensa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para a CNC, \u00e9 necess\u00e1rio encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para racionalizar as taxas de juros exorbitantes, que chegam a impressionantes 440% ao ano, seguindo o modelo implementado no cheque especial no in\u00edcio de 2020&#8221;, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>A CNC informa que entregou ao Minist\u00e9rio da Fazenda, no fim de setembro, o estudo e o posicionamento da entidade em favor da manuten\u00e7\u00e3o do parcelamento sem juros no cart\u00e3o de cr\u00e9dito, &#8220;sem interven\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es de mercado, al\u00e9m da racionaliza\u00e7\u00e3o da taxa de juros do rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic), tamb\u00e9m apurada pela CNC, apontou que a propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias que n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de pagar suas d\u00edvidas atingiu 12,7% em setembro, um recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica do indicador, iniciada em janeiro de 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A busca por um consenso entre consumidores, bancos, varejistas e \u00f3rg\u00e3os reguladores continua sendo o caminho mais promissor para garantir condi\u00e7\u00f5es de consumo favor\u00e1veis e fomentar o crescimento econ\u00f4mico&#8221;, defendeu a economista Izis Ferreira, respons\u00e1vel pelo estudo da CNC, na nota.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Na hip\u00f3tese do fim do parcelamento sem juros, diversos produtos e servi\u00e7os simplesmente deixar\u00e3o de ser consumidos pela maior parte da popula\u00e7\u00e3o, que depende de prazo para as compras&#8221;, concluiu. <em><strong> (OPovo)<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a valida\u00e7\u00e3o, as taxas ter\u00e3o um teto de 100% do valor da d\u00edvida A&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12260,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[56],"tags":[],"class_list":["post-12259","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12259","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=12259"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12259\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12261,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12259\/revisions\/12261"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/12260"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=12259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=12259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=12259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}