{"id":24373,"date":"2026-03-18T00:03:47","date_gmt":"2026-03-18T03:03:47","guid":{"rendered":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/?p=24373"},"modified":"2026-03-18T00:10:26","modified_gmt":"2026-03-18T03:10:26","slug":"brasil-reduz-em-72-mortalidade-de-criancas-menores-de-cinco-anos-desde-1990-aponta-relatorio-da-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/?p=24373","title":{"rendered":"Brasil reduz em 72% mortalidade de crian\u00e7as menores de cinco anos desde 1990, aponta relat\u00f3rio da ONU"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><strong>Dados divulgados nesta ter\u00e7a pelo UNICEF mostram queda consistente nas mortes de rec\u00e9m-nascidos e crian\u00e7as pequenas no pa\u00eds nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas; ritmo de redu\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, desacelerou.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em 1990, a cada mil crian\u00e7as nascidas no Brasil,&nbsp;<strong>25 morriam<\/strong>&nbsp;antes de completar 28 dias de vida. Em 2024, esse n\u00famero&nbsp;<strong>caiu para sete&nbsp;<\/strong>a cada mil, uma redu\u00e7\u00e3o de 72% na mortalidade neonatal em tr\u00eas d\u00e9cadas e meia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u27a1\ufe0f O mesmo movimento de queda se repete entre crian\u00e7as menores de cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1990, de cada mil crian\u00e7as que nasciam no pa\u00eds,&nbsp;<strong>63 n\u00e3o chegavam ao quinto anivers\u00e1rio<\/strong>. Nos anos 2000, a taxa estava em 34 mortes por mil nascidos vivos. Em 2024, chegou a 14,2, queda de 77% em rela\u00e7\u00e3o ao in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos esses n\u00fameros fazem parte do relat\u00f3rio &#8220;Levels &amp; Trends in Child Mortality&#8221;, publicado nesta ter\u00e7a-feira (17) pelo Grupo Interagencial das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Estimativas de Mortalidade Infantil (UN IGME), organismo liderado pelo UNICEF que tamb\u00e9m inclui a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), o Banco Mundial e a Divis\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o da ONU.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo o relat\u00f3rio, o Brasil alcan\u00e7ou as menores taxas de mortalidade neonatal e abaixo dos cinco anos desde que o monitoramento come\u00e7ou a ser feito de forma sistem\u00e1tica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em n\u00fameros absolutos, o pa\u00eds registrou cerca de&nbsp;<strong>92 mil mortes<\/strong>&nbsp;de rec\u00e9m-nascidos em 1990 e deve ter encerrado 2024 com menos de&nbsp;<strong>19 mil<\/strong>&nbsp;\u2014 o que representa mais de 70 mil vidas a menos perdidas por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Por tr\u00e1s da queda, o relat\u00f3rio aponta a consolida\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas implementadas e ampliadas a partir dos anos 1990, como o Programa Sa\u00fade da Fam\u00edlia, o Programa de Agentes Comunit\u00e1rios de Sa\u00fade, a expans\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria no SUS e iniciativas de incentivo \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o e \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a avalia\u00e7\u00e3o, esses avan\u00e7os contribu\u00edram diretamente para a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil no pa\u00eds, ao ampliar o acesso a cuidados b\u00e1sicos de sa\u00fade e preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEstamos falando de milhares de beb\u00eas e crian\u00e7as que n\u00e3o sobreviveriam, e hoje podem crescer, se desenvolver com sa\u00fade e chegar at\u00e9 a vida adulta\u201d, afirma Luciana Phebo, chefe de Sa\u00fade e Nutri\u00e7\u00e3o do UNICEF no Brasil.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u201cE essa mudan\u00e7a foi poss\u00edvel porque o Brasil escolheu investir em pol\u00edticas que funcionam, como a vacina\u00e7\u00e3o e o incentivo \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o. Agora, precisamos voltar a acelerar esses esfor\u00e7os, mantendo e ampliando os avan\u00e7os hist\u00f3ricos das \u00faltimas d\u00e9cadas e alcan\u00e7ando aqueles nos quais essas pol\u00edticas ainda n\u00e3o chegam como deveriam&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil, no entanto, tamb\u00e9m registra a desacelera\u00e7\u00e3o apontada pelo relat\u00f3rio como tend\u00eancia global.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2000 e 2009, a mortalidade neonatal brasileira ca\u00eda a uma m\u00e9dia de 4,9% ao ano. No per\u00edodo seguinte, entre 2010 e 2024, o ritmo baixou para<strong>&nbsp;3,16% anuais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cen\u00e1rio global e causas de morte<\/h2>\n\n\n\n<p>No mundo, cerca de 4,9 milh\u00f5es de crian\u00e7as morreram antes de completar cinco anos em 2024, incluindo 2,3 milh\u00f5es de rec\u00e9m-nascidos, ainda segundo o relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>E a maioria dessas mortes poderia ter sido evitada com interven\u00e7\u00f5es de baixo custo e acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento tamb\u00e9m aponta que, desde 2015, o ritmo de redu\u00e7\u00e3o global da mortalidade infantil&nbsp;<strong>desacelerou mais de 60%<\/strong>, tend\u00eancia que preocupa especialistas num momento de retra\u00e7\u00e3o do financiamento internacional \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>As mortes no per\u00edodo neonatal concentraram quase metade dos \u00f3bitos de crian\u00e7as menores de cinco anos em 2024, indicando que o avan\u00e7o na preven\u00e7\u00e3o nesse est\u00e1gio ainda \u00e9 mais lento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo o relat\u00f3rio, as principais causas entre rec\u00e9m-nascidos foram complica\u00e7\u00f5es da prematuridade, respons\u00e1veis por 36% das mortes, e problemas durante o parto, com 21%.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o primeiro m\u00eas de vida, o perfil muda: doen\u00e7as infecciosas como mal\u00e1ria, diarreia e pneumonia passam a liderar os \u00f3bitos infantis. <\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento tamb\u00e9m traz, pela primeira vez, uma estimativa das mortes diretamente associadas \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o aguda grave.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, mais de&nbsp;<strong>100 mil crian\u00e7as<\/strong>&nbsp;entre um m\u00eas e quatro anos morreram por essa condi\u00e7\u00e3o, o equivalente a cerca de 5% do total global.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero, por\u00e9m, pode estar subestimado, j\u00e1 que a desnutri\u00e7\u00e3o costuma agravar outras doen\u00e7as e nem sempre aparece como causa principal nos registros.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados mostram ainda uma forte desigualdade geogr\u00e1fica. A \u00c1frica Subsaariana concentrou 58% de todas as mortes de menores de cinco anos no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em pa\u00edses afetados por conflitos ou com alta fragilidade institucional, o risco de morrer antes dos cinco anos \u00e9 quase tr\u00eas vezes maior.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cNenhuma crian\u00e7a deveria morrer de doen\u00e7as que sabemos como prevenir. Mas vemos sinais preocupantes de que esse progresso est\u00e1 desacelerando \u2014 e num momento em que estamos vendo cortes adicionais no or\u00e7amento global\u201d, afirmou Catherine Russell, diretora executiva do UNICEF.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><em><strong>(OGlobo)<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados divulgados nesta ter\u00e7a pelo UNICEF mostram queda consistente nas mortes de rec\u00e9m-nascidos e crian\u00e7as&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20997,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20,25],"tags":[],"class_list":["post-24373","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24373","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24373"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24373\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24374,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24373\/revisions\/24374"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/20997"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24373"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24373"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24373"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}