{"id":24436,"date":"2026-03-25T14:10:56","date_gmt":"2026-03-25T17:10:56","guid":{"rendered":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/?p=24436"},"modified":"2026-03-25T14:10:57","modified_gmt":"2026-03-25T17:10:57","slug":"um-quarto-das-estudantes-adolescentes-ja-foi-alvo-de-violencia-sexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/?p=24436","title":{"rendered":"Um quarto das estudantes adolescentes j\u00e1 foi alvo de viol\u00eancia sexual"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>Pesquisa entrevistou quase 120 mil alunas de 13 a 17 anos em 2024<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><br>Um quarto das estudantes adolescentes do Brasil j\u00e1 sofreu&nbsp;alguma situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia sexual, incluindo toques, beijos ou exposi\u00e7\u00e3o de partes \u00edntimas sem consentimento.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1683413&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1683413&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O alerta faz parte da&nbsp;Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25)&nbsp;pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Foram entrevistados 118.099 adolescentes de 13 a 17 anos,&nbsp;que frequentavam 4.167 escolas p\u00fablicas e privadas de todo o Brasil em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o a 2019, \u00faltimo ano em que a pesquisa foi feita, o percentual de meninas que relataram essas viol\u00eancias nas respostas aumentou 5,9 pontos percentuais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O IBGE destaca ainda que 11,7% das estudantes entrevistadas contaram que foram for\u00e7adas ou intimidadas para se submeterem&nbsp;a rela\u00e7\u00f5es sexuais. Nesse caso, o aumento em rela\u00e7\u00e3o a 2019 foi de 2,9 pontos percentuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da propor\u00e7\u00e3o de meninas violentadas ser, em m\u00e9dia, o dobro da de meninos, estudantes de ambos os g\u00eaneros relataram situa\u00e7\u00f5es de abuso, somando\u00a0<strong>mais de 2,2 milh\u00f5es de v\u00edtimas de ass\u00e9dio e 1,1 milh\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es for\u00e7adas<\/strong>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de a\u00e7\u00f5es enquadradas nas duas categorias serem tipificadas como estupro pela lei brasileira, o IBGE optou por dividi-las em duas perguntas para facilitar a compreens\u00e3o dos adolescentes durante as entrevistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse tipo de viol\u00eancia nem sempre \u00e9 identificado pela v\u00edtima, seja por falta de conhecimento em raz\u00e3o da idade, no caso de menores, seja por aspectos sociais e culturais. Nesse sentido, a identifica\u00e7\u00e3o dos diversos atos que caracterizam a viol\u00eancia sexual, por um lado, consiste numa estrat\u00e9gia metodol\u00f3gica que facilita a identifica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia; por outro, possibilita a caracteriza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia em escalas de gravidade\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Idade<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro destaque da pesquisa diz respeito \u00e0 idade das v\u00edtimas no momento do crime. Enquanto as situa\u00e7\u00f5es de ass\u00e9dio sexual foram mais reportadas por adolescentes com 16 e 17 anos,&nbsp;<strong>entre aqueles for\u00e7ados \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sexual, a maioria (66,2%) tinha 13 anos ou menos&nbsp;quando sofreu a viol\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia foi mais frequente entre os estudantes de escola p\u00fablica: 9,3% dos adolescentes dessas institui\u00e7\u00f5es relataram j\u00e1 terem sido intimidados ou for\u00e7ados a uma rela\u00e7\u00e3o sexual, contra 5,7% dos alunos da rede privada.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 nos casos de ass\u00e9dio sexual, a propor\u00e7\u00e3o entre as duas redes \u00e9 semelhante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem foram os agressores<\/h2>\n\n\n\n<p>O instituto tamb\u00e9m pediu aos estudantes que apontassem o autor das viol\u00eancias.&nbsp;<strong>No caso daqueles que foram submetidos a uma rela\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, a grande maioria foi violentada por pessoas do seu c\u00edrculo \u00edntimo<\/strong>:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>8,9% por pai, padrasto, m\u00e3e ou madrasta;<\/li>\n\n\n\n<li>26,6%\u00a0por outros familiares;<\/li>\n\n\n\n<li>22,6% por namorados ou ex-namorados;<\/li>\n\n\n\n<li>16,2% por amigos.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>J\u00e1 nos casos de toque n\u00e3o consentido, beijo for\u00e7ado ou exposi\u00e7\u00e3o de partes \u00edntimas, a categoria mais mencionada foi \u201coutro conhecido\u201d (24,6%), seguido por outros familiares (24,4%) e desconhecidos (24%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em ambos os casos, os estudantes podiam escolher mais de uma op\u00e7\u00e3o, e o somat\u00f3rio das respostas nas duas quest\u00f5es foi superior a 100%, o que indica que muitos estudantes sofreram esse tipo de viol\u00eancia mais de uma vez, ou de pessoas diferentes.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Gravidez precoce<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m identificou que cerca de 121 mil meninas de 13 a 17 anos de idade j\u00e1 engravidaram alguma vez, o que representou 7,3% daquelas que disseram ter&nbsp;iniciado a vida sexual.&nbsp;<strong>Desse total, 98,7% eram de escolas da rede p\u00fablica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em cinco estados do Brasil, o \u00edndice de gravidez precoce ultrapassa 10% das estudantes: Para\u00edba, Cear\u00e1, Par\u00e1, Maranh\u00e3o e Amazonas, onde a situa\u00e7\u00e3o chega a&nbsp;14,2% das estudantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outros dados sobre a inicia\u00e7\u00e3o sexual dos adolescentes, de forma consentida, levantam preocupa\u00e7\u00f5es com a preven\u00e7\u00e3o dessas gesta\u00e7\u00f5es e contra infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Somente 61,7% dos estudantes usaram camisinha na primeira rela\u00e7\u00e3o sexual, propor\u00e7\u00e3o que cai para 57,2% no caso da rela\u00e7\u00e3o mais recente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o IBGE, isso indica que n\u00e3o s\u00f3 os adolescentes n\u00e3o est\u00e3o se protegendo desde o come\u00e7o da vida sexual, como esse uso vai caindo com o passar o tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 entre aqueles que optaram por outros m\u00e9todos contraceptivos, 51,1% dos estudantes utilizam p\u00edlula anticoncepcional e 11,7% usam p\u00edlula do dia seguinte, uma op\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia, que s\u00f3 deve ser tomada em situa\u00e7\u00f5es excepcionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, quatro em cada dez meninas j\u00e1 tomou esse tipo de p\u00edlula pelo menos uma vez na vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">In\u00edcio da vida sexual<\/h2>\n\n\n\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com a pesquisa anterior, os dados de 2024&nbsp;tamb\u00e9m apontam para um in\u00edcio mais tardio da vida sexual: 30,4% dos estudantes de 13 a 17 anos&nbsp;j\u00e1 tinham vivenciado ao menos uma rela\u00e7\u00e3o, 5 pontos percentuais a menos do que em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>A propor\u00e7\u00e3o cai para 20,7% entre os alunos de 13 a 15 anos, e sobe para 47,5% entre aqueles com 16 e 17 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, considerando apenas aqueles que j\u00e1 iniciaram a vida sexual, 36,8% tiveram a primeira rela\u00e7\u00e3o com 13 anos de idade ou menos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">No Brasil, a idade m\u00ednima para o consentimento legal \u00e9 14 anos, e qualquer rela\u00e7\u00e3o com pessoa menor do que essa idade pode configurar estupro de vulner\u00e1vel. Entretanto, os dados da pesquisa apontam que a idade m\u00e9dia da inicia\u00e7\u00e3o sexual\u00a0foi de 13,3 anos, entre os meninos, e de 14,3 anos, entre as meninas.<em><strong> (EBC)<\/strong><\/em><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa entrevistou quase 120 mil alunas de 13 a 17 anos em 2024 Um quarto&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":24437,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-24436","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24436","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24436"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24436\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24438,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24436\/revisions\/24438"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/24437"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/atitudenoticias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}