Após a Operação Narco Fluxo, MCs Ryan e Poze enfrentam a Justiça em prisões em diferentes estados do Brasil

Uma semana após a Operação Narco Fluxo, realizada pela Polícia Federal, que está investigando um esquema que pode ter movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão, os principais nomes envolvidos continuam presos em diferentes estados, enfrentando situações que mostram o peso da investigação, conforme informações do portal O Globo.
O cantor MC Ryan SP, apontado como o principal beneficiário financeiro do grupo, permanece na carceragem da Polícia Federal em São Paulo. Esse tipo de custódia é comum no início do processo, enquanto a Justiça decide se o investigado será transferido para o sistema prisional comum.
Já o cantor MC Poze do Rodo teve a prisão preventiva mantida e foi transferido para a unidade Bangu 1, localizada no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro. Essa unidade é considerada de segurança máxima e abriga presos de maior relevância ou periculosidade. Anteriormente, ele estava detido em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A mudança para Bangu 1 indica que ele está sujeito a regras mais rígidas, com controle mais rigoroso de circulação e contato externo.
O influenciador Chrys Dias foi preso em Itupeva, no interior de São Paulo, e até o momento não há informações oficiais sobre uma possível transferência. Sua esposa, Débora Paixão, que também é investigada, cumpre prisão domiciliar.
O criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, 31 anos, está detido no Núcleo Especial de Custódia do Complexo Prisional Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia, em Goiás. Lá, ele segue a rotina padrão do sistema prisional, com quatro refeições diárias, duas horas de banho de sol e tem direito a visitas. Antes, ele estava detido na sede da Polícia Federal em Goiânia.
A defesa do influenciador entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, alegando que a prisão não se justifica, pois, as diligências necessárias já teriam sido concluídas. Além disso, os advogados afirmam que a atuação de Raphael com publicidade é completamente legal.
De acordo com a Polícia Federal, Raphael Sousa Oliveira teria recebido cerca de R$ 370 mil de MC Ryan SP para prestar serviços de divulgação. A suspeita é que ele atuava promovendo conteúdos favoráveis, plataformas de apostas e rifas digitais, além de ajudar a conter crises de imagem dos envolvidos no esquema. No entanto, a defesa sustenta que receber pagamentos de terceiros é uma prática comum no meio artístico.
A PF apura suspeitas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), estelionato digital, rifas ilegais e uso de influenciadores para movimentar recursos e dar aparência lícita ao esquema bilionário. Ao todo, a Operação Narco Fluxo cumpriu 39 mandados de prisão em nove estados. Até o momento, 33 pessoas foram presas e seis seguem foragidas.
(Por: Juliana Barbosa/BNews)

