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Produção mineral da Bahia cresce 18% e alcança R$ 8 bilhões no semestre

por Atitude Notícias
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A atividade mineral está presente em 210 municípios baianos, com atuação de 489 empresas mineradoras e geração de 16 mil empregos diretos somente no segmento extrativo

A Produção Mineral Baiana Comercializada (PMBC) alcançou R$ 8 bilhões entre janeiro e junho de 2026, crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE). O resultado sucede uma expansão de 32% no ano passado, quando o setor registrou faturamento de R$ 13,4 bilhões e a Bahia ocupou a terceira posição entre os maiores produtores minerais do país.

O ouro concentra a maior participação entre os bens minerais comercializados no estado, com 42,63%, seguido pelo cobre, com 17,23%, conforme os dados apresentados pela secretaria. O níquel responde por 10% e as rochas ornamentais, por 5,73%, em uma atividade que reúne a produção de 47 bens minerais diferentes no território baiano.

Municípios

Jacobina liderou os valores de cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) entre os municípios baianos em junho de 2026, com R$ 2,9 milhões, segundo o Sumário Mineral da SDE, elaborado com dados da Agência Nacional de Mineração. Na sequência, aparecem Itagibá, com R$ 810 mil, Jaguarari, com R$ 590 mil, Santaluz, com R$ 520 mil, Barrocas, com R$ 480 mil, e Juazeiro, com R$ 450 mil.

Segundo a SDE, a Bahia é o único produtor brasileiro de urânio, sal-gema e mármore travertino, também conhecido como Bege Bahia, além de deter exclusividade mundial na produção de granitos azuis e, nas Américas, de vanádio. Em 2025, o estado também liderou a produção nacional de cromita, barita, berílio, magnesita, níquel, talco, diatomita e quartzo.

A atividade mineral está presente em 210 municípios baianos, com atuação de 489 empresas mineradoras e geração de 16 mil empregos diretos somente no segmento extrativo. Quando consideradas a extração e a transformação mineral, o setor responde por 12% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia, de acordo com a secretaria.

Terras raras

Outra frente de atividade envolve a pesquisa de terras raras, para a qual o estado havia recebido 1.178 requerimentos até 30 de junho, conforme levantamento da SDE. A pasta informou que 1.097 estavam autorizados, além de registrar 21 com direito de lavra e um com concessão.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, João Carlos Oliveira, relaciona a expansão da atividade ao conhecimento geológico do território e à estrutura pública de pesquisa do estado. “A Bahia é o estado brasileiro mais bem conhecido e estudado geologicamente, com 100% de sua superfície coberta por levantamentos aerogeofísicos e mantém a única empresa pública estadual de pesquisa e fomento à mineração do Brasil, que é a Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM)”, apontou o gestor da pasta estadual.

Na avaliação do secretário, essa estrutura também contribui para a posição baiana nas solicitações de pesquisa de terras raras. “Este ambiente favorece a expansão da atividade e explica a nossa condição de recordista nacional no número de novos requerimentos e alvarás de pesquisa para terras raras no país”, declarou.

(Tribuna da Bahia)

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