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Maconha dispara e consumo de drogas cresce 80% no Brasil em 11 anos, aponta levantamento

por Atitude Notícias
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Mais de 28 milhões de brasileiros já experimentaram a substância, número que dobrou em pouco mais de uma década. 

O consumo de drogas ilícitas no Brasil cresceu cerca de 80% nos últimos 11 anos, puxado principalmente pelo avanço da maconha, enquanto substâncias como cocaína e crack se mantiveram estáveis no período. Os dados fazem parte do 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), coordenado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

De acordo com a pesquisa, houve mudança profundas no perfil dos usuários no país. A proporção de brasileiros que já experimentaram drogas ilícitas saltou de 10,3% em 2012 para 18,7% em 2023. Já o consumo recente — registrado no último ano antes da pesquisa — praticamente dobrou, passando de 4,5% para 8,1% da população.

Hoje, cerca de 1 em cada 5 brasileiros já usou algum tipo de droga ilícita ao menos uma vez na vida, o que representa milhões de pessoas. O principal motor desse crescimento é a maconha, que segue como a droga ilícita mais consumida no país.

Mais de 28 milhões de brasileiros já experimentaram a substância, número que dobrou em pouco mais de uma década. Pesquisas indicam que 70% dos adultos consideram fácil obter maconha no Brasil, o que ajuda a explicar a expansão do consumo.

Enquanto isso, drogas como cocaína e crack não acompanharam o mesmo ritmo de crescimento e apresentaram relativa estabilidade ao longo dos anos — embora continuem associadas a quadros mais graves de dependência e vulnerabilidade social.

Outro dado que chama atenção é a mudança no perfil dos usuários. O crescimento foi mais acentuado entre mulheres, especialmente jovens. Entre adultas, o consumo mais que triplicou na última década, indicando uma transformação no comportamento que preocupa especialistas.

Além disso, o levantamento aponta o avanço de drogas sintéticas e alucinógenas no Brasil, refletindo um mercado mais diversificado e complexo. O uso de ecstasy, por exemplo, praticamente triplicou no período analisado.

A pesquisa foi baseada em entrevistas com mais de 16 mil pessoas em todo o país, o que garante representatividade nacional e permite comparar os dados com levantamentos anteriores realizados em 2006 e 2012. (BNews)

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