Renê marcou no fim do primeiro tempo, Yuri Alberto empatou de pênalti e as equipes ficaram no 1×1 na Neo Química Arena
Vencer fora de casa parece uma missão impossível para o Vitória neste Brasileirão. Mesmo depois de abrir o placar contra um Corinthians em crise e sob o comando de um novo treinador, o Leão da Barra não conseguiu conquistar os primeiros três pontos longe do Barradão e ficou no 1×1, na noite desta segunda-feira (19), na Neo Química Arena, pela 31ª rodada. Com o resultado, além de desperdiçar a chance de abrir sete pontos de vantagem para o Z-4, o time chegou a seis empates e dez derrotas como visitante na Série A, consolidando ainda mais a pior campanha fora de casa da sua história na era dos pontos corridos.
O primeiro tempo foi de domínio do Corinthians, que encontrou muitos espaços, mas criou pouco e viu o Vitória ir para o intervalo em vantagem, graças ao gol de Renê na reta final da etapa. Na volta, mesmo sem jogar bem, o Leão conseguiu deixar a partida mais controlada, mas cedeu o empate em pênalti cometido por Matheus Silva e convertido por Yuri Alberto. Depois disso, o time não mostrou força nem vontade de reagir em busca da vitória.
Com o resultado, o Vitória chegou aos 37 pontos e segue na 13ª colocação, cinco pontos à frente do Internacional, primeiro time dentro do Z-4. Depois de dois jogos seguidos fora de casa, o Leão volta a atuar diante da torcida neste sábado (24), às 16h30, contra o Athletico-PR, no Barradão, pela 32ª rodada.
O JOGO
A partida em São Paulo começou com o Vitória finalizando primeiro. Logo aos 40 segundos, Tarzia arriscou de fora da área e obrigou Hugo Souza a fazer uma defesa tranquila. A chegada logo de cara, porém, não significou um Rubro-Negro baiano diferente longe do Barradão. Depois disso, o jogo seguiu o roteiro de quase todas as partidas da equipe fora de casa neste Brasileirão: os mandantes dominando a posse de bola e o Leão todo recuado.
Vindo de oito derrotas seguidas na competição e com Seedorf como novo treinador, que acompanhou o jogo das arquibancadas por ainda não estar registrado no BID, o Timão buscava jogar com troca de passes curtos e mais pela faixa central. Diante de um Vitória muito espaçado e sempre em inferioridade numérica no meio de campo, os donos da casa controlavam a partida e chegaram a ter 70% de posse de bola, mas não conseguiam transformar esse domínio em chances claras.
O Vitória, por sua vez, além de não se defender tão bem, também não conseguia trocar passes e avançar no campo, ficando sempre encaixotado na própria área. A única saída eram os chutões em direção a Renê, que, isolado entre Gustavo Henrique e Gabriel Paulista, pouco conseguia fazer. Enquanto isso, aos poucos, o Corinthians começava a chegar com perigo e assustou em dois bons lances: um chute de Garro que tirou tinta da trave e uma jogada cara a cara em que Lingard parou em Arcanjo.
Mesmo sem fazer uma partida brilhante, o Leão da Barra mostrou efetividade na reta final da primeira etapa e foi para o intervalo vencendo. Aos 45 minutos, Luan Cândido arriscou um chute de muito longe, e a bola ganhou efeito, dificultando a vida de Hugo Souza, que mandou para escanteio. Após a cobrança, a defesa corintiana não conseguiu afastar em definitivo, e a bola sobrou para Erick do outro lado. O camisa 33 cruzou no capricho para Cândido, que cabeceou para defesa de Hugo. No rebote, Renê apareceu e se jogou na bola para estufar as redes.
Na volta do intervalo, o Vitória mostrou uma organização defensiva melhor, com linhas mais compactas e menos botes desnecessários. Mesmo com o Corinthians mantendo mais a posse de bola, o Leão conseguia amarrar o jogo sem sofrer grandes sustos.
No entanto, quando tudo parecia sob controle, o Corinthians achou um pênalti para empatar o jogo. André recebeu na entrada da área, tentou driblar Matheus Silva e foi ao chão. Num primeiro momento, o árbitro mandou o jogo seguir e ainda deu cartão amarelo ao corintiano por simulação. Chamado pelo VAR para revisar o lance no monitor, porém, voltou atrás e marcou a penalidade. Yuri Alberto converteu com uma cobrança rasteira no canto direito de Arcanjo, que acertou o lado, mas não alcançou a bola.
Depois do empate, o jogo seguiu no mesmo tom até o fim. Mesmo sem grande repertório ofensivo, o Corinthians dominava a posse e pressionava o Vitória, que só se defendia. O Leão não mostrava a menor capacidade de ir atrás do gol da vitória, e nem parecia querer isso: buscava atrasar e cadenciar o jogo mesmo quando tinha espaço para avançar.
Para sorte da equipe de Jair Ventura, o Corinthians, ainda absorvendo o novo modelo de jogo de Seedorf, não conseguiu criar tantas chances claras. No lance mais perigoso, Matheus Bidu recebeu em profundidade e cruzou, e a bola desviou na mão de Britez. O pênalti, porém, não foi marcado porque o lateral estava impedido no início da jogada. Assim, depois de longos 12 minutos de acréscimo, quando a arbitragem havia sinalizado apenas oito, e uma confusão com direito a troca de socos, o Leão se segurou nas cordas para voltar a Salvador com ao menos um ponto.
FICHA TÉCNICA
Corinthians 1×1 Vitória – 31ª rodada do Campeonato Brasileiro
Corinthians – Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Fabrizio Angileri; André (Charles), Breno Bidon e Rodrigo Garro; Vitinho (Kaio César), Yuri Alberto (Gui Negão) e Jesse Lingard (Matheus Bidu). Técnico: Leo Porto (auxiliar).
Vitória – Lucas Arcanjo; Mateus Silva, Brítez, Luan Cândido e Jamerson; Emmanuel Martínez, Caíque (Walace) e Matheuzinho (Zé Vitor); Erick (Laquintana), Renê (Fabri) e Diego Tarzia (Lucas Silva). Técnico: Jair Ventura.
Local – Neo Química Arena, em São Paulo (SP).
Público – 41.137 presentes
Renda – R$ 2.602.813,86
Gols – Renê, aos 45 minutos do 1º tempo; Yuri Alberto, aos 20 minutos do 2º tempo.
Cartões amarelos – Rodrigo Garro; Renê.
Árbitro – Sávio Pereira Sampaio (DF).
Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Maira Mastella Moreira (RS)
VAR: Rodrigo D Alonso Ferreira (SC)
(Por: Pedro Carreiro/Correio24horas – Foto: Marco Miatelo)
