Home Brasil Comissão do Senado aprova projeto que torna obrigatória avaliação psicológica para renovação de CNH

Comissão do Senado aprova projeto que torna obrigatória avaliação psicológica para renovação de CNH

por Atitude Notícias
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Atualmente, exame é exigido na primeira habilitação e a motoristas que exercem atividade remunerada. Proposta foi aprovada em caráter terminativo e, se não houver recurso, vai direto à Câmara.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (9) o projeto que torna obrigatória a avaliação psicológica para renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Atualmente, o exame é exigido periodicamente somente aos motoristas que exercem atividade remunerada. Nos outros casos, é cobrado na primeira habilitação.

O projeto, de autoria do senador Davi Alcolumbre (União-AP), altera o Código de Trânsito e torna a avaliação obrigatória em todas as renovações da CNH.

A proposta foi aprovada, por unanimidade, em caráter terminativo pela CCJ. Se não houver recurso ao plenário do Senado, seguirá direto para análise da Câmara dos Deputados.

O relator do texto na comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), defendeu a ampliação da exigência e argumentou que “mudanças pessoais ocorridas com o passar do tempo” devem ser consideradas.

“Hoje, a avaliação é realizada uma única vez, quando a pessoa tenta obter a Permissão Para Dirigir. Tal procedimento difere do adotado para o exame médico pericial, repetido a cada dez anos, no máximo. A falta de continuidade dos exames psicológicos faz com que as mudanças pessoais ocorridas com o passar do tempo não sejam consideradas”, escreveu Contarato.

Discussão

Durante a análise do texto, a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) destacou a importância do projeto e disse que a medida seria fundamental para reduzir acidentes de trânsito.

“Eu como uma pessoa vítima de acidente de trânsito, quero dizer que é uma medida importantíssima para a gente reduzir os impactos que os acidentes de trânsito causam, não só no SUS e na previdência social, mas na vida de uma pessoa e de toda sua família”, afirmou.

A senadora defendeu ainda que a saúde mental dos motoristas deve ser constantemente avaliada. Ela também relembrou o acidente de trânsito que sofreu em 1994 e a deixou tetraplégica.

“Como psicóloga que sou, sei bem que a saúde mental ela não tem eternidade, são inúmeros os fatores que nos tiram do eixo, e podem nos desequilibrar, gerar atitudes violentas e imprudentes. O meu acidente foi fruto de violência”, disse.

“O motorista, que era meu namorado, andava muito violento, ele estava bêbado, além de tudo, que já era uma constância, ele acelerava o carro para me deixar irritada, ele acelerou o carro na serra de Taubaté, que quem conhece sabe que é uma serra horrorosa e a gente caiu 15 metros de altura e ele não teve um arranhão e eu fiquei paralisada, sem falar, sem respirar e sem mexer”, completou. (OGlobo)

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