O estado tem a segunda menor proporção de pessoas com ensino superior completo do Brasil

Apesar de o Brasil ter feito avanços no acesso ao ensino superior nos últimos anos, a Bahia segue entre os estados brasileiros com os menores índices nesse nível de escolaridade. Em 2025, apenas 13,1% das pessoas com 25 anos ou mais tinham concluído o Ensino Superior, o equivalente a cerca de 1,277 milhão de habitantes. Na prática, um em cada 10 adultos tinha diploma universitário.
O percentual apresentou leve queda em relação a 2024, quando era de 13,2%, e manteve o estado com a segunda menor proporção de adultos com Ensino Superior completo do país, ficando à frente apenas do Maranhão (12,9%). Os dados fazem parte do módulo de Educação, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), investigado sempre nos segundos trimestres de cada ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (19).
A média nacional é maior. No Brasil, em 2025, 21,4% da população com 25 anos ou mais havia concluído a graduação. Os maiores percentuais foram registrados no Distrito Federal (41,3%), Rio de Janeiro (27,3%) e São Paulo (27,0%). Além disso, enquanto a proporção de adultos com ensino superior aumentou no país e em 24 dos 27 estados entre 2024 e 2025, a Bahia esteve entre os três únicos estados em que isso não foi atingido, ao lado de Rondônia e Paraíba.
Além da baixa presença de graduados, o estado ainda registra um elevado contingente de pessoas que não concluíram a educação básica, que engloba os ensinos Fundamental e Médio. Em 2025, essa era a situação de 51,8% dos baianos com 25 anos ou mais, o equivalente a 5,058 milhões de pessoas.
Embora o percentual tenha recuado ligeiramente em relação aos 52,1% registrados em 2024, a Bahia continuou com a sétima maior proporção do país e permaneceu acima da média nacional, de 42,7%.
Os maiores percentuais de adultos sem conclusão da Educação Básica foram observados na Paraíba (56,2%), Piauí (55,5%) e Alagoas (54,9%). Já os menores índices foram registrados no Distrito Federal (24,8%), Roraima (32,8%) e Rio de Janeiro (32,8%).
Média de estudo
O tempo médio de anos de estudo da população baiana com 25 anos ou mais chegou a 8,9 anos em 2025, valor próximo ao necessário para completar o Ensino Fundamental, que corresponde a nove anos de escolaridade. Ainda que tenha ocorrido um pequeno aumento em relação a 2024, quando a média era de 8,8 anos, o estado permaneceu com a sexta menor taxa entre as 27 unidades da federação.
No país, a média passou de 10,1 para 10,2 anos entre 2024 e 2025. O Distrito Federal liderou o ranking nacional com 12,2 anos de estudo, seguido por Rio de Janeiro (11,4) e São Paulo (11,2). Na outra ponta estavam Paraíba (8,6), Alagoas (8,6) e Piauí (8,7).
Os dados também mostram diferenças entre grupos populacionais. Na Bahia, as mulheres apresentaram média de 9,4 anos de estudo, enquanto os homens registraram 8,4 anos. Entre as pessoas brancas, a média foi de 9,5 anos, acima dos 8,8 anos observados entre pretos e pardos.
Quando analisado o Ensino Superior, a desigualdade é ainda mais evidente. Entre as mulheres, 15,8% tinham diploma universitário, frente a 10,0% dos homens. Já entre as pessoas brancas, 22,3% haviam concluído a graduação, mais que o dobro do percentual registrado entre pretos e pardos, de 11,0%.
A distância entre os grupos raciais aumentou em relação a 2024, quando os percentuais eram de 20,3% entre pessoas brancas e de 11,6% entre pretos e pardos.
(Por: Thais Borges/Correio24hs)

