Leão jogou mal e foi derrotado por 2×0 no Barradão
Com uma atuação apática, o Vitória foi derrotado pelo Vasco na noite desta quarta-feira (2), no Barradão, e acabou eliminado da Copa do Brasil nas quartas de final. Após perder o jogo de ida no Rio de Janeiro por 1×0, com gol de Andrés Gómez, o time voltou a ser superado, desta vez por 2×0, e não conseguiu buscar uma virada, como havia feito contra Flamengo e Athletico-PR nas fases anteriores.
Mesmo precisando vencer para levar a decisão da vaga, ao menos, para os pênaltis, o Leão da Barra fez um jogo ruim do começo ao fim. O time teve mais posse de bola, mas não conseguiu criar uma chance clara durante toda a partida, à exceção do gol anulado de Luan Cândido. Enquanto isso, o Vasco soube explorar os contra-ataques e poderia até ter vencido por um placar mais elástico, mas ficou “só” no 2×0, graças aos gols de Andrés Gómez e Puma Rodríguez, já na reta final da partida.
Fora da Copa do Brasil, o Vitória volta todas as suas atenções para o Campeonato Brasileiro, onde atualmente ocupa a 13ª colocação, com 29 pontos, apenas quatro à frente do próprio Vasco, que abre a zona de rebaixamento, mas tem um jogo a menos. Buscando reagir após a eliminação e subir na tabela, o time volta a campo contra o Grêmio na próxima segunda-feira (7), às 20h, no Barradão, pela 26ª rodada.
O JOGO
Precisando correr atrás do resultado e embalado pela torcida no Barradão, o Vitória começou a partida com muito mais posse de bola. No entanto, mesmo com uma formação mais ofensiva, com Matheuzinho de meia, Erick, Kayzer e Tarzia no ataque, a equipe de Jair Ventura enfrentava um problema recorrente dos últimos jogos: a falta de criatividade.
O Leão tinha mais a bola, mas pouco conseguia fazer com ela, limitando-se a trocar passes de lado, demonstrando muita dificuldade para furar a retranca vascaína. Ainda assim, na base dos trancos e barrancos e apostando nas bolas aéreas, o time conseguiu criar duas chances. Primeiro, após um bate-rebate na área, a bola sobrou para Kayzer, que cabeceou para fora. Pouco depois, em cobrança de falta alçada na área, a bola ficou com Matheuzinho, que testou para defesa tranquila de Léo Jardim.
O Vitória seguiu com mais posse, mas sem conseguir gerar volume de jogo durante boa parte da primeira etapa. Enquanto isso, o Vasco foi pouco a pouco entrando na partida, aproveitando-se principalmente dos erros na saída de bola rubro-negra. Foi dessa forma que o Cruzmaltino quase abriu o placar aos 29 minutos. Spinelli recebeu cruzamento perfeito de Piton, que havia roubado a bola de Matheus Silva, e cabeceou na trave.
Na reta final da primeira etapa, o jogo ficou mais aberto, com os dois times criando mais oportunidades. O Vitória assustou após falta cobrada por Mateus Silva, que passou por todo mundo e obrigou Léo Jardim a fazer uma defesa no susto. Explorando os contragolpes, o Vasco respondeu com uma cabeçada de Ramon Rique, que passou tirando tinta da trave, além de uma perigosa jogada individual de Andrés Gómez. Antes do intervalo, o Leão ainda chegou a carimbar o travessão em uma cabeçada de Kayzer.
O segundo tempo começou com o Vasco levando o jogo em banho-maria, mas, novamente na bola parada, o Leão conseguiu inflamar a torcida no Barradão. Aos nove minutos, Tarzia alçou falta da intermediária na área, Luan Cândido desviou de cabeça e, quando a bola já estava em cima da linha, Cacá complementou para o fundo das redes. O tento, no entanto, foi anulado pelo sistema de impedimento semiautomático, que flagrou Cândido em posição irregular por milímetros.
Apesar da frustração, o lance acordou a torcida rubro-negra, que passou a cantar ainda mais alto no Barradão. Dentro de campo, porém, os jogadores não correspondiam ao apoio vindo das arquibancadas. Embora tivesse voltado a ficar mais com a bola e demonstrasse vontade, o time simplesmente não sabia o que fazer com ela. O Vitória tinha muita dificuldade para romper a primeira linha de marcação vascaína, que sequer pressionava tanto, e, quando conseguia se aproximar da área adversária, a criatividade era praticamente nula.
Vendo o time sem esboçar nenhum sinal de reação em campo, Jair Ventura foi para o tudo ou nada aos 27 minutos, quando sacou Cacá para a entrada de Marinho. A mexida, no entanto, além de não melhorar o time ofensivamente, deixou o Vitória muito mais exposto defensivamente.
Contra um Vitória totalmente desconfigurado, o Vasco começou a encontrar espaços e criar chances até matar o confronto aos 35 minutos. Andrés Gómez recebeu no campo de defesa, avançou com muita liberdade, limpou Luan Cândido na entrada da área e bateu de canhota, no canto direito de Lucas Arcanjo. Foi um gol quase idêntico ao marcado pelo colombiano no jogo de ida.
Na reta final da partida, aos sons de vaias dos poucos torcedores que permaneceram no Barradão, além dos gritos de “Eliminado” vindos da torcida visitante, o Vasco fez o que quis diante de um Vitória totalmente bagunçado e ainda marcou o segundo gol com Pumita Rodríguez, já nos acréscimos, para dar números finais à atuação vergonhosa do Rubro-Negro baiano.
FICHA TÉCNICA
Vitória 0x2 Vasco da Gama – Jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil
Vitória: Lucas Arcanjo; Mateus Silva (Fabiano), Cacá, Luan Cândido e Ramon (Edenilson); Zé Vitor, Walace (Osvaldo) e Matheuzinho; Erick, Tarzia e Renato Kayzer (Renê). Técnico: Jair Ventura.
Vasco: Léo Jardim; Puma Rodríguez, Cuesta, Robert Renan e Lucas Piton (Lucas Freitas); Sosa, Thiago Mendes e Ramon Rique; Andrés Gómez (Hinestroza), Adson (Colídio) e Spinelli. Técnico: Pedro Emanuel.
Local: Barradão
Público: 28.499 torcedores
Renda: R$ 823.621,00
Gols: Andrés Gómez, aos 35’, e Pum Rodríguez, aos 51′ do 2° tempo
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE)
VAR: Daiane Muniz (SP)
Cartões amarelos: Cacá, Luan Cândido (Vitória); Puma Rodríguez (Vasco)
(Por: Pedro Carreiro/Correio24hs)
