A votação da suplementação orçamentária tão solicitada pela Prefeitura Municipal de Feira de Santana foi adiada na Câmara de Vereadores devido à falta de informações, é o que dizem alguns vereadores. A vereadora e futura presidente do Legislativo feirense Eremita Mota (PSDB) disse em entrevista ao Portal Atitude Notícias, que algumas pastas não enviaram todas as informações solicitadas, a exemplo da pasta da Educação.

“Diante de tanto atraso nas pautas, semana passada ficou determinado que cada comissão iria buscar nas secretarias os ajustes nos projetos, para que baseado nos ajustes fizesse toda a revisão e pautasse os projetos, na comissão, o presidente destacou 10 dias úteis de prazo, hoje ainda não chegamos aos 10 dias úteis, e alguns secretários atrasaram em disponibilizar as informações, a exemplo da secretária de Educação Anaci Paim e outras comissões também. Devido a esses acontecimentos, o presidente Fernando Torre (PSD) tentou votar esse projeto nesta quarta-feira, 16, mas pedimos adiamento”, afirmou.

AN – Teremos alguma decisão nesta quinta-feira (17)?
Eremita Mota – Teremos uma outra reunião, com o nosso grupo e será feito conforme as novas decisões do presidente Fernando Torres, pois é ele que está à frente.
AN – Quais são os valores de suplementação que estão sendo discutidos pela Câmara Municipal?
Eremita Mota – Há um projeto em que está se discutindo, em que a Câmara aprovou 10%, mas a discussão era sobre 25%, o assunto é esse, ajustar com base no que foi aprovado aqui na Casa, não como foi enviado pelo Executivo, a votação é aberta.
AN – Qual secretaria a Sra. está apurando?
Eremita Mota – A secretaria de Educação e a da Saúde.
O vereador Emerson Minho (DC) disse que solicitou informações à Secretaria de Saúde que ainda não lhe foram entregues. Disse também, que a secretária de saúde Fernanda Botto será convidada pela Câmara a se explicar sobre as denúncias de que ela teria recebido Auxílio Emergencial do governo federal.

AN – Como estão os projetos de suplementação orçamentária para a Saúde?
Emerson Minho – Estivemos na Secretaria de Saúde, conversamos com a secretária, e ela disse que a culpa foi do aumento dos agentes de endemias, que onerou e não estava previsto esse gasto a mais. Ao conversar com ela, Luiz da Feira e eu sugerimos um projeto através do Executivo para que fizéssemos a suplementação, na contrapartida do que foi onerado e que não estava previsto no orçamento. Ela respondeu que essa era uma parte pequena, que não daria para resguardar o direito de pagamento de todos os funcionários. Perguntei onde estava o dinheiro, verba carimbada, que deveria estar lá, para ser usada apenas para pagamento dos funcionários e ela não soube explicar para onde foi o dinheiro, através dos números disponíveis, pedimos os números de funcionários comissionados que foram contratados, valor locação, pois até hoje a Secretaria de Saúde paga os funcionários em outros locais, ela disse que iria verificar isso. Precisamos destes dados para que possamos fazer a suplementação de uma forma correta que não onere os gastos públicos da Prefeitura de Feira de Santana e com transparência para toda a comunidade.
AN – Sobre a acusação de recebimento de auxílio emergencial por parte da secretária de saúde, Fernanda Botto, o que já foi apurado?
Emerson Minho – Ficamos sabendo através de vários sites, que a secretária recebeu o Auxílio, do qual ela não preenche os pré-requisitos, e faremos uma carta convite para que ela compareça à Câmara, alguns vereadores sugeriram um requerimento, para que ela seja forçada a vir, mas essa situação é para dar também o direito de defesa a secretária, para que explique se de fato recebeu ou não, se ela se enquadrava nos parâmetros, é uma situação muito complicada para uma pessoa que ocupa um cargo tão importante. Além disso, foi noticiado, que funcionários da SEDESO (Secretaria de Desenvolvimento Social) e na Secretaria de Saúde que tem cargo comissionado com salário alto e estão recebendo esse benefício, queremos saber da secretária qual será a atitude dela, se foi devolvido ou não, a postura dela ou até do próprio prefeito sobre essa situação que leva o nome da cidade de Feira de Santana para lama.
Reportagem: Edvaldo Peixoto