Home Destaque “Dois anos de muita conversa e pouca ação”, diz presidente de associação sobre ações da Prefeitura para ajudar pescadores

“Dois anos de muita conversa e pouca ação”, diz presidente de associação sobre ações da Prefeitura para ajudar pescadores

por Atitude Notícias
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O Rio Jacuípe tem sofrido com a contaminação de nutrientes do esgoto doméstico e com o lixo dispensado em suas margens. Entre as consequências disso está o desaparecimento de várias espécies de peixes e crustáceos do local e o surgimento de várias baronesas – planta aquática que prolifera com a poluição. 

Em entrevista ao repórter Edvaldo Peixoto da Rádio Sociedade News FM, Lidiane Amorim, presidente da Associação de Pescadores e Agricultores do Distrito Governador João Durval Carneiro afirmou que a situação está muito difícil, pessoas que antes viviam da pesca estão procurando outras atividades para sustentar suas famílias, tudo isso causado pela poluição do rio.

Lidiane Amorim, presidente da Associação de Pescadores do Distrito João Durval Carneiro

“Está muito difícil para sobreviver por causa da poluição no rio, o custo do material de pesca está muito alto sem lucro algum, muitos pescadores já desistiram da pesca e estão tentando fazer outras coisas, porque não tem formação, trabalhando como ajudante de pedreiro, outros trabalham na roça, mas mesmo assim não conseguem renda para sustentar a família. Botamos as redes na água e chegamos a pegar pneus, garrafas pet, o lixo agarra na rede e atrapalha a pescaria”.

Edvaldo Peixoto – O lixo afeta a reprodução dos peixes? 

Lidiane Amorim – Sim, a contaminação, as mudanças climáticas, as chuvas não vêm no tempo certo e isso acaba prejudicando o rio, porque vem uma grande quantidade de água carregando tudo pela frente e os peixes também.

EP – Qual foi o melhor período para a pesca?

Lidiane Amorim – O melhor período já faz muito tempo, nasci na pescaria, é de berço, meu avô, minha mãe, meus pais são pescadores, esse momento bom de pescaria foi em 2012. 

EP – Quais espécies foram afetadas?

Lidiane Amorim – Não se encontra mais o camarão, pitu, o tucunaré diminuiu bastante, muitas espécies do rio já sumiram.

EP – Como solucionar o problema? 

Lidiane Amorim – Uma das poucas coisas que se pode fazer é por redes de contenção, evitando que o lixo chegue no rio e um auxílio para os pescadores, porque estamos passando por muita necessidade, os pescadores não tem uma visão dos políticos e dos poderes que podem ajudar, estamos isolados, não temos ajuda, auxílio nenhum para sobreviver.

Lidiane Amorim finalizou reclamando que o poder público pouco fez para ajudar os pescadores durante os dois anos de sua gestão a frente da Associação de Pescadores.

“Dois anos comigo, tempo que estou como presidente da associação, dois anos de promessas e nada, só conversa e hoje aqui novamente muita conversa e pouca ação”, finalizou.

(Reportagem: Edvaldo Peixoto)

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