Motoristas por aplicativo realizaram um protesto na tarde desta terça (24) na Avenida Presidente Dutra em Feira de Santana, com intuito de desmentir as acusações feitas a uma motorista por aplicativo acusada de agredir a blogueira Kleide Valente na segunda, 23. Os motoristas também reivindicaram mais segurança para poder exercer sua profissão.

Em entrevista ao repórter Edvaldo Peixoto da Rádio Sociedade News, o motorista por aplicativo Paulo Ricardo, disse que Kleide Valente não está contando toda a história e que ela está fazendo tudo isso para se promover.
“A blogueira só quer se promover, ganhar mídia, porque em momento algum ela mencionou que o marido dela seguiu a motorista e quebrou o carro dela todo, temos vídeos que provam, a motorista em choque dentro do carro, pelas agressões sofridas pelo marido da blogueira, ela se diz cristã, mas, acredito que se a motorista estava errada como ela disse, deveria ter gravado a suposta atitude irregular da motorista para jogar na mídia, ou prestar queixa com a gravação e não foi isso que aconteceu, ela puxou o cabelo da colega e depois entraram em vias de fato, a motorista para se defender. A blogueira compartilhou a localização com o marido que chegou quebrando o carro da motorista, não é essa atitude correta, me sinto chateado, de tudo que as pessoas gravam e jogam na mídia, pois querem tratar o motorista, que é um pai de família, levando seu sustento para casa, alguém grava algo para querer se promover nas costas do motorista, como se fossemos marginais, já não bastam os assaltos, onde vários colegas perdem a vida, está cada dia mais difícil rodar aplicativo em Feira de Santana”, afirmou.
O morista Michael, disse que o bom tratamento é uma via de mão dupla, o que nem sempre acontece.
“É triste ver que dia após dia só aparecem relatos em que o motorista de aplicativo fez isso ou aquilo, mas há a questão também do que os passageiros fazem, onde alguns se aproveitam de determinadas situações para tirar proveito de um pai de família para se promover ou tirar vantagem, não é legal, dia após dia as coisas estão piorando, ficando insustentáveis. Existem outros problemas, como as condições da cidade, perseguições, sequestros, locais perigosos, e às vezes o passageiro se acha no direito de exigir: moro em determinado local, estou pagando, você é obrigado a ir, e não é bem assim, tem que ser tratamento bom de um lado e tratamento bom do outro”, disse.
Fábio, também motorista por aplicativo, concluiu criticando o que chamou de indústria de multas, que os policiais deveriam estar fazendo a segurança da cidade, ao invés de fazer blitz do IPVA.
“A plataforma tem uma política que paga um valor muito baixo pelas viagens, o passageiro não tem culpa disso, é a política da plataforma, vivemos também uma situação em que a cidade está sucateada, as ruas da cidade esburacadas, nos causando prejuízos, combustível caro, e se não bastasse tudo isso, ainda existe a blitz do IPVA (Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores) no qual o poder público utiliza a Polícia Militar, que deveria estar fazendo o trabalho de segurança da cidade, para nos proteger e está desviando esses policiais para fazer a fiscalização de IPVA, aquela blitz que você passa, não para ninguém a não ser que esteja com o emplacamento atrasado. Dez blitz dessas na cidade, com no mínimo 50 policiais, então além de todas essas questões, ainda temos isso, para poder atrapalhar nossa vida. A população de Feira de Santana preciso olhar mais pelos motoristas, prestamos um serviço essencial à população da cidade, porem hoje não temos quem olhe por nós”, finalizou.
(Reportagem: Edvaldo Peixoto)