Estabelecimentos online continuaram em alta após pandemia

A pandemia da Covid-19 mudou a rotina do mundo em diversos sentidos e um deles foi a forma de vender e de comprar. Evitando sair de casa para não contrair a doença, a população se viu na cada vez mais próxima do mundo virtual e os empresários enxergaram nisso um nicho de crescimento de seus estabelecimentos e comércios.
No entanto, é preciso que os comerciantes entendam que não basta colocar suas empresas online: é preciso compromisso com a qualidade do serviço, pois as críticas da clientela também aumentaram e passaram a ficar visíveis para sempre e para todos no virtual.
De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), somente em 2022, o Brasil ganhou 36 mil lojas virtuais, passando de 529.193 em 2021 para 565.300 em 2022. Totalizadas, as vendas registradas no e-commerce brasileiro, chegam a R$169,6 bilhões em 2022: cerca de 368,7 milhões de pedidos e um ticket médio de R$460 por cliente no ano passado. A expectativa para 2023 gira em torno de 9,5%, podendo atingir os R$186 bilhões ao fim do ano.
A Bahia também está inclusa no crescimento dessa tendência que é o e-commerce. Embora ainda não tenham dados disponíveis do estado, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que há alguns anos a região Nordeste tem se destaco no crescimento desse mercado. Em 2020, a Webshoppers, da E-bit/Nielsen, mostrou que a região, assim como o Norte, apresentou crescimento significativo nos setores de comércio eletrônico, ficando, respectivamente, em primeiro e em segundo lugares.
De acordo com o a técnica do Sebrae-Bahia e especialista em Marketing Digital, Brena Queiroz, a pesquisa mostra que participação do Nordeste no faturamento nacional foi de 18%, com crescimento de 107% nas vendas. “A pandemia fez com que pequenos negócios aumentassem exponencialmente no online, isso se vê tanto muito nos deliverys, e nas redes sociais, que são formas de vender sem ser um e-commerce propriamente dito, mas também através de outros meios que os pequenos empresários conseguem vender. Hoje 84% da população brasileira usa internet e isso prova mais ainda a necessidade do empresário estar presente no online”, avalia.
Segundo ela, o empresário precisa entender que ele precisa estar online. “Porque lá não tem barreiras, ele pode vender pro Brasil e pro mundo inteiro. Mas como a concorrência vai aumentar muito, é importante que ele aumentar a escala e ficar atento a qualidade”, lembra.
Brena informa que a busca de informações sobre o e-commerce dentro do Sebrae-Bahia aumentou consideravelmente. “Para se ter ideia tivemos que nos reestruturar totalmente para passar esse tipo de conteúdo de forma online. Muita gente querendo saber como se inserir no digital, fechar vendas e aumentar faturamento. Depois da pandemia, permaneceu essa realidade, criamos conteúdo específicos que se transformaram em vendas”.
Empresários devem ficar atentos: exigências e críticas são maiores no e-commerce
O universo de compra e venda no universo online, e no comércio eletrônico, é bastante lucrativo para os empresários e comerciantes, no entanto, eles precisam estar presentes cotidianamente, melhorando o serviço, respondendo à clientela e ouvindo as críticas.
A especialista em Marketing Digital do Sebrae-Bahia, Brena Queiroz, lembra que atualmente grande parte da população, antes de realizar qualquer compra, vai à internet pesquisar sobre o estabelecimento e ler comentários de outros clientes.
“É importante que os empresários entendam que se eles não estiverem na internet não estão em lugar nenhum praticamente. E quem consome vai ver se o estabelecimento é legal pelos comentários. Vai procurar no Instagram, nas redes sociais, vai ler os comentários do Google, até mesmo para buscar um link para o site. O feedback ruim na internet não é aquele que morre no boca a boca, na rua. Ele fica para sempre, todo mundo vai ficar sabendo. E ainda tem agora o Reclame Aqui”, destaca.
Ainda conforme Queiroz, quem quiser colocar o seu negócio no e-commerce vai precisar ficar atento na navegação do site ou da plataforma que pretende inserir. “A identidade que ele vai criar precisa estar semelhante com a física. O site ou a plataforma precisa ser responsivo: a população acessa tudo pelo celular, então precisa ter facilidades. Esse assunto é meio nebuloso para sociedade, principalmente para os MEIs, é porque é muita correria para eles. O que é importante é eles saberem que precisam colocar metas”.
Capacitações
A especialista acrescenta, ainda, que existem várias capacitações gratuitas no Sebrae. “São mais de 20 pontos de agência aqui na Bahia. A gente faz palestras e oficinas gratuitamente de todos os conteúdos relacionados de como ir para o e-commerce, que é algo muito importante. Temos conteúdos online que o empresário pode fazer o download gratuito tanto no Youtube do Sebrae, como no Instragram @sebraeatende”, diz. Ela também lembra que existe o canal oficial através do 08005700800.
(Por: Por Hieros Vasconcelos Rêgo/Tribuna da Bahia)