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Definidos os semifinalistas do Baianão 2024; Bahia de Feira e Itabuna são rebaixados

por Atitude Notícias
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A semifinal terá os confrontos Bahia x Jequié e Vitória x Barcelona.

Foram definidos neste domingo (3) os semifinalistas do Baianão 2024. Com emoção até o último minuto, Bahia, Vitória, Barcelona e Jequié garantiram as vagas na próxima fase.

O Tricolor venceu o Jacuipense por 2 a 0, na Arena Fonte Nova, e garantiu a primeira colocação, com 19 pontos.

Na vice-liderança passou o Vitória, que derrotou o Itabuna, no Mário Pessoa, por 2 a 0. O Rubro-Negro também foi aos 19 pontos.

O Barcelona ficou com a terceira colocação mesmo com a derrota por 1 a 0 para o Atlético. A Onça ficou com seus 16 pontos.

Já o Jequié fechou o G-4 com a quarta vaga ao empatar sem gols com o Jacobina e chegar aos 14 pontos. O Jipão foi beneficiado pela derrota da Juazeirense para o Bahia de Feira, por 5 a 1. Ambos terminaram com 14 pontos, mas o Jequié ficou com saldo de zero gols, contra -3 do Cancão de Fogo.

A semifinal terá os confrontos Bahia x Jequié e Vitória x Barcelona. Esquadrão e Leão, com melhores campanhas, terão a vantagem de mandar os jogos de volta em seus mandos de campo.

Rebaixamento

Além dos classificados para a semifinal, foram definidos os rebaixados para a Série B do Baianão 2025. Bahia de Feira e Itabuna disputarão a divisão de acesso no próximo ano.

O Tremendão até que fez sua parte e goleou a Juazirense por 5 a 1, na Arena Cajueiro, mas viu o Atlético marcar no fim e vencer o Barcelona por 1 a 0. O Carcará terminou a fase com 10 pontos, à frente do Jacuipense, com nove, e do time feirense, com oito. 

O Dragão do Sul, com a derrota para o Vitória, ficou na lanterna, com seis pontos ganhos.

Mudanças por vir? O que ocasionou o rebaixamento?

Em meio a diversas hipóteses do que, de fato, aconteceu com as duas equipes para serem rebaixadas da elite do futebol estadual, além do futebol apresentado, Itabuna e Bahia de Feira possuem um fator em comum: o conflito da direção interna.

O Dragão, que na temporada passada foi semifinalista, caminhava a passos largos para a venda da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) enquanto conseguia ótimos feitos, entre eles o título da Série B do Baianão em 2022. Entretanto, neste ano, o grupo de investidores deixou o clube após desavenças com a atual gestão.

Em 2023, em entrevista, Leonardo Amoedo, investidor responsável pela SAF, opinou sobre o manuseio deste tipo de investimento, que segundo ele, “a gestão e a governança precisam estar sempre acima da política”.

“As pessoas discutem muito cifras com a SAF. Eu falo que a gestão e a governança precisam estar sempre acima da política. Nas primeiras derrotas, queriam que demitíssemos o treinador. Pessoal não entende que o Sérgio Araújo participa de um projeto grande. A gente sabe o que quer e, principalmente, o que a gente não quer para o Itabuna” disse Amoedo.

Portanto, coincidência ou não, após a saída dos investidores, o Itabuna retorna à segunda divisão do Campeonato Baiano em 2025. Porém, ainda neste ano, pela vaga na semifinal de 2023, a equipe do sul disputa a Série D do Brasileirão, garantindo um calendário de jogos para além do estadual.

O Bahia de Feira, por sua vez, vive uma realidade não muito distante e sofrerá com as saídas de Jodilton Souza, diretor Executivo, e Tiago Souza, atual presidente, que afirmam estar insatisfeitos com o alto investimento realizado e com o baixo retorno proporcionado na modalidade.

Desta forma, em entrevistas no início de fevereiro, os empresários garantiram que pretendem transformar o clube numa SAF e que irão divulgar publicamente quando o negócio for sacramentado.

Assim, com o negócio fechado, ambos devem deixar o Tremendão de lado e seguir com foco em outros negócios. Além disso, durante a conversa, Jodilton Souza afirmou que é muito difícil trabalhar com futebol baiano no interior.

“É muito difícil fazer futebol no interior da Bahia, receita baixa, custo alto, a gente implementando um mundo de dinheiro dentro e acho que chegou o momento da gente se afastar e buscar outras alternativas na vida da gente”, disse o dirigente, que dá nome à Arena Cajueiro. (ATarde)

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