Medida atingiu fabricantes tradicionais da bebida como o “Roque Pinto” e o “Arraiá do Quiabo”

A Associação dos Produtores de Licor de Cachoeira, no recôncavo baiano, entrou com uma liminar na Justiça Federal na quarta-feira, 22, pedindo a suspensão da interdição de duas fábricas de licor, realizada pela Polícia Federal. A medida, que pode impedir também a comercialização das bebidas, atingiu os mais tradicionais fabricantes de licor no município: o “Roque Pinto” e o “Arraiá do Quiabo”.
As interdições aconteceram por volta das 12h da última terça-feira, 21. A ação da Polícia Federal ocorreu em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os trabalhos começaram ainda no dia 11 de maio, quando uma série de exigências e adequações foi imposta aos fabricantes.
Essas adequações envolviam, por exemplo, mudanças no espaço físico dos estabelecimentos, contrato de um químico, engenheiro de produção ou engenheiro químico responsável, registro junto ao Ministério de cada um dos produtos fabricados, além de um documento com a planta do local e uma espécie de inventário de tudo contido no fabrico.
Gestor do “Licor Roque Pinto”, Rosival Pinto contou que representantes do Ministério da Agricultura estiveram no local um tempo atrás e solicitaram o registro dos produtos e regularização da fábrica. Ele começou a resolver as pendências, mas não comunicou à pasta.
Em maio, representantes retornaram ao local, já com o decreto de fechamento, pois, como não houve manifestação, foi considerado que as pendências seguiam abertas. (ATarde)